A agência de viagens corporativa vende 24 horas por dia. Opera, em média, das 8h às 18h.
São 14 horas por dia útil sem cobertura, mais 48 horas de fim de semana e os feriados. Somado, passa de 100 horas por semana em que o viajante está em deslocamento e não tem para quem ligar.
O que acontece nesse intervalo
Voo cancelado às 23h. Conexão perdida às 4h. Hotel que não encontra a reserva. Documento retido. Greve de controladores. Nenhum desses eventos respeita horário comercial — e a maioria acontece justamente fora dele, porque a malha aérea concentra madrugada e primeiras horas da manhã.
O custo real
O custo não é o atendimento perdido. É a reacomodação feita pelo próprio viajante, na tarifa de balcão, sem regra de acordo corporativo. É o no-show que vira bilhete perdido. É o cliente corporativo que registra o incidente no relatório de fornecedor.
Por que montar plantão próprio raramente fecha a conta
Uma escala 24/7 exige, no mínimo, cinco pessoas para cobrir turnos, adicional noturno, folga compensatória e cobertura de férias. Para a maioria das agências, o volume de chamados noturnos não justifica o custo fixo — mas a ausência de cobertura também não é aceitável para o cliente corporativo.
É exatamente por isso que o plantão terceirizado existe: transforma custo fixo de folha em custo variável por atendimento.
